ARROZEIRA BRASILEIRA
Construção da ponte junto aos pavilhões da fábrica.
Entrada principal

Arrozeira-à esquerda Usina,à direita cordoaria

Interior da fábrica
Encrespadeira de juta-máquina que tinha na Arrozeira
Operários da fábrica
Betinho na Arrozeira S.A.
Homens arrumando a terra para a construção do campo de futebol.
Notem que a figueira continua lá até hoje.
Empregados da Arrozeira num jogo 1955
Prédios atuais.

"Instalou-se em Capela em 1940, uma grande indústria de cordoaria.
na décade de 1930 - uma fabrica de cordas de sisal chamada Cordoaria e Sisal Ltda. A empresa pertencia à família Feijó, de Porto Alegre, e chegou a dar emprego a 17 funcionários. O que, para aquela época, não era pouca coisa. No município de São Sebastião do Cai (que então ainda incluía Capela, Portão, São José do Hortêncio, Feliz e Nova Petrópolis) eram muito poucas as empresas com número maior de empregados.
Aconteceu, então, um fato extraordinário, que veio provocar um grande aumento na população de Capela e explica o porquê do atual município ser o quarto mais populoso do Vale do Caí.
A pequena fábrica de cordas foi adquirida por Victor Adalberto Kessler (um grande empresário de Porto Alegre dedicado à produção e comercialização de arroz com a marca Índio e proprietário do City Hotel) e passou a ser administrada por seus dois filhos Hugo e Fernando. Eles eram ainda rapazes, mas se mostraram muito competentes. A aquisição da fábrica pela família Kessler ocorreu no ano de 1941. Época em que acontecia a Segunda Guerra Mundial. O que, se de um lado representava problemas para o desenvolvimento da empresa, também oferecia oportunidades. As importações estavam impossibilitadas devido ao perigo de navegar pelos oceanos infestados de submarinos alemães."(blog Histórias do Vale do Caí)
A Arrozeira Brasileira foi, no seu tempo, a maior empresa do município de São Sebastião do Caí. Ela produzia cordas, sacos e tapetes utilizando como matérias primas a juta vinda da Amazônia e o sisal plantado na Capela e em Guaíba. Do final da década de 40 até o início da de 1960, a empresa cresceu muito. Já no ano de 1951 empregava de 600 a 700 funcionários. E, no seu apogeu, chegou a ter 1.180 funcionários. Isto fez com que milhares de pessoas migrassem de outros pontos do estado (especialmente do município de Rio Pardo), fazendo crescer significativamente a população local.
Hugo e Fernando Kessler preocupavam-se com a educação, saúde e bem estar dos funcionários. Eles construíram uma escola primária que levou o nome de Victor Adalberto Kessler e proporcionaram excelentes cursos técnicos para o aprimoramento dos seus funcionários. Fernando Kessler viajou para a Alemanha e trouxe de lá a idéia do ensino dual, com aulas normais para as crianças pela manhã e aprendizado técnico na parte da tarde. Jovens e adultos estudavam Mecânica, Marcenaria, Fundição e Eletricidade na escola técnica que foi criada na empresa. Ela era chamada de Escola Industrial Fernando Kessler e dali saíram muitos jovens que depois se tornaram engenheiros ou empresários.
Uma pequena fábrica de cordas, que existia em Estação Azevedo na década de 1930, foi adquirida por Victor Adalberto Kessler (um grande empresário de Porto Alegre dedicado à produção e comercialização de arroz com a marca Índio e proprietário do City Hotel) e passou a ser administrada por seus dois filhos Hugo e Fernando. Eles eram ainda rapazes, mas se mostraram muito competentes. A aquisição da fábrica pela família Kessler ocorreu no ano de 1941. Época em que acontecia a Segunda Guerra Mundial. O que, se de um lado representava problemas para o desenvolvimento da empresa, também oferecia oportunidades. As importações estavam impossibilitadas devido ao perigo de navegar pelos oceanos infestados de submarinos alemães.
Como surgiu a arrozeira brasileira?
| A Arrozeira Brasileira foi a maior indústria do município de São Sebastião do Caí |
Como surgiu a arrozeira brasileira?
Graças ao espírito dinâmico de Hugo e Fernando Kessler, a empresa foi se organizando e desenvolvendo. Logo que assumiram a empresa começaram a demonstrar um dinamismo que causou admiração e surpresa entre a população da pacata vila de Capela de Santana. Sua primeira iniciativa foi construir dois pontilhões na estradinha que ligava a fábrica à estação da estrada de ferro. Mas foi só depois da Guerra, em 1947 que a fábrica começou a tomar maior impulso. O nome da empresa mudou para Arrozeira Brasileira SA e passou a ter como sócios membros das famílias Maroco e Previ (esta, da Argentina). Foram adquiridos equipamentos modernos, da Inglaterra. E técnicos foram chamados à Capela para fazer a instalação dos mesmos e a implantação de novos processos de produção. Um técnico japonês, vindo de São Paulo, orientou a instalação das novas máquinas e a adoção de novas técnicas.
Uma usina geradora de energia elétrica foi implantada pela própria empresa, usando lenha para movimentar uma caldeira que acionava as turbinas geradoras da energia. Matos de eucalipto foram plantados para fornecer a lenha. Foram adquiridas áreas de terra para a implantação de mais de 200 hectares de plantações de sisal. Uma olaria foi construída para fornecer os tijolos necessários para a construção dos prédios. Os três principais tinha 4.200 metros quadrados cada um.
A primeira fábrica de cordas
Embora tenha sido o primeiro núcleo de colonização do Vale do Caí, até a década de 40 do século passado, Capela de Santana era uma localidade apenas rural, com pequena população. Não muito diferente do município do Caí, ao qual pertencia na época. Em todo o município haviam poucas indústrias e todas muito pequenas.
Na época a estrada de ferro passava por Capela, mas isto não chegou a propiciar um grande impacto no seu desenvolvimento. As atividades econômicas predominantes eram a agricultura e a criação de gado praticadas de forma um tanto arcaica, com baixa produtividade.
Estação Azevedo, que hoje é um bairro da cidade de Capela de Santana, ganhou este nome devido à estação - parada - da ferrovia. Ela ficava no local onde hoje se encontra a fábrica Dilly. Foi perto desta estação ferroviária que surgiu - já na décade de 1930 - uma fabrica de cordas de sisal chamada Cordoaria e Sisal Ltda. A empresa pertencia à família Feijó, de Porto Alegre, e chegou a dar emprego a 17 funcionários. O que, para aquela época, não era pouca coisa. No município de São Sebastião do Cai (que então ainda incluía Capela, Portão, São José do Hortêncio, Feliz e Nova Petrópolis) eram muito poucas as empresas com número maior de empregados.
Na época a estrada de ferro passava por Capela, mas isto não chegou a propiciar um grande impacto no seu desenvolvimento. As atividades econômicas predominantes eram a agricultura e a criação de gado praticadas de forma um tanto arcaica, com baixa produtividade.
Estação Azevedo, que hoje é um bairro da cidade de Capela de Santana, ganhou este nome devido à estação - parada - da ferrovia. Ela ficava no local onde hoje se encontra a fábrica Dilly. Foi perto desta estação ferroviária que surgiu - já na décade de 1930 - uma fabrica de cordas de sisal chamada Cordoaria e Sisal Ltda. A empresa pertencia à família Feijó, de Porto Alegre, e chegou a dar emprego a 17 funcionários. O que, para aquela época, não era pouca coisa. No município de São Sebastião do Cai (que então ainda incluía Capela, Portão, São José do Hortêncio, Feliz e Nova Petrópolis) eram muito poucas as empresas com número maior de empregados.
PRÉDIOS DA ARROZEIRA BRASILEIRA
Este prédio foi refeitório, salão de baile e cinema onde James Gehlen, morador da Divisa,na propriedade do sogro Carlos Zimmer.
Minha festa de formatura foi um baile neste local.






















Nossa que lindo, parabéns Maria Tereza, foi uma época maravilhosa, só quem viveu sabe como a arrozeira era uma empresa visionária, hoje não sei se existe empresa assim. A empresa oferecia, retirada de livros, ambulatório, dentista,cursos profissionalizantes entre outras coisas. Parabéns.
ResponderExcluirMuito bom.
ResponderExcluirMuitas lembranças boas da minha infância. Eu gostava de visitar a fábrica com o meu pai. Ajudava nas máquinas. Parece mentira q acabou!
ResponderExcluirAmei reviver estes Lindos Momentos, obrigada Maria Tereza, passei Minha infância por entre estas máquinas, Nossa foi Muito Bom,sou muito grata por ter o privilégio de viver aí na Nossa Arrozeira Brasileira,pena ter acabado e ver tudo se destruindo com o tempo ����
ResponderExcluirLindo trabalho, possui mais fotos, Maria Tereza? Me interessa, são meus antepassados também. Parabéns!
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